eu nunca beijei um poema.
no entanto ele está aqui
roçando leve minha
boca
nas horas dos
mais
doídos
silêncios
Este poema é de autoria de Mariana Botelho. Foi encontrado no seu blog Suave Coisa neste endereço: http://quelevequenada.blogspot.com e sua publicação aqui foi gentilmente autorizado pela autora.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
ENCONTRADO ENTRE TANTOS OUTROS PAPÉIS
NOSSOS SONS...
Eu aqui distante
me sentindo tão perto,
mas tão longe
Eu aqui pensando
por que quero tanto?!
Eu aqui esperando
um toque,
uma gota,
um amor.
Eu aqui querendo te tocar,
como se minhas mãos
procurassem teu corpo
pelo simples motivo
de terem sido feitas para isso
para percorrê-lo
para afagá-lo
Eu aqui a espera de ti.!
(Um dia, a lua)
Eu aqui distante
me sentindo tão perto,
mas tão longe
Eu aqui pensando
por que quero tanto?!
Eu aqui esperando
um toque,
uma gota,
um amor.
Eu aqui querendo te tocar,
como se minhas mãos
procurassem teu corpo
pelo simples motivo
de terem sido feitas para isso
para percorrê-lo
para afagá-lo
Eu aqui a espera de ti.!
(Um dia, a lua)
Pensava em minhas mãos e teus pés.... Para nós que parecemos ter hábitos noturnos...
DESPERTA-ME DE NOITE
(Maria Tereza Horta)
Desperta-me de noite
teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
sono em que me deito
É rede a tua língua
Em sua teia
É vicio as palavras
Com que falas
A trégua
A entrega
O disfarce
E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes
Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo
E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales.
(Maria Tereza Horta)
Desperta-me de noite
teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
sono em que me deito
É rede a tua língua
Em sua teia
É vicio as palavras
Com que falas
A trégua
A entrega
O disfarce
E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes
Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo
E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales.
domingo, 16 de novembro de 2008
HOJE EU QUERO TUDO
Quero uma música linda pra eu cantar,
pra eu dançar, mesmo que sozinha.
Quero sonhar e semear meus sonhos
pelos campos, pelas cidades, pelo meu mundo,
pelo mundo de cada um dos meus amigos,
de cada um dos meus amores.
Quero gritar o amor.
Quero falar de amor, baixinho.
Quero mergulhar fundo em abraços.
Quero ser trapezista.
E brincar no circo, de enfrentar leões
e abraçar leoas, gatas, panteras e lobas.
Quero brincar de ciranda, cirandinha.
Segurar a mão que segura outra mão,
que segura outra mão e todas as mãos que se dão.
Quero aprender a amar, a tolerar, a sorrir, a chorar.
Quero ter perfume e ser uma flor.
Quero ser passarinho para beijar flor e içar voo ao infinito.
Quero ser anjo - simples e da guarda -
para guardar todos de todo mau
e dormir no branquinho das nuvens do céu.
Quero também ter você,
sempre ao alcance de mim e dos meus pensamentos
porque o que eu quero mesmo é só ser feliz!
E você me faz feliz!
(darcy msilva - SL, 12/11/2008) [direitos reservados a autora]
pra eu dançar, mesmo que sozinha.
Quero sonhar e semear meus sonhos
pelos campos, pelas cidades, pelo meu mundo,
pelo mundo de cada um dos meus amigos,
de cada um dos meus amores.
Quero gritar o amor.
Quero falar de amor, baixinho.
Quero mergulhar fundo em abraços.
Quero ser trapezista.
E brincar no circo, de enfrentar leões
e abraçar leoas, gatas, panteras e lobas.
Quero brincar de ciranda, cirandinha.
Segurar a mão que segura outra mão,
que segura outra mão e todas as mãos que se dão.
Quero aprender a amar, a tolerar, a sorrir, a chorar.
Quero ter perfume e ser uma flor.
Quero ser passarinho para beijar flor e içar voo ao infinito.
Quero ser anjo - simples e da guarda -
para guardar todos de todo mau
e dormir no branquinho das nuvens do céu.
Quero também ter você,
sempre ao alcance de mim e dos meus pensamentos
porque o que eu quero mesmo é só ser feliz!
E você me faz feliz!
(darcy msilva - SL, 12/11/2008) [direitos reservados a autora]
sábado, 20 de setembro de 2008
TENHO fome...
TENHO fome de tua boca, de tua voz, teu pêlo,
e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado,
não me assusta o pão, a aurora me desequilibra
busco o som liquido de teus pés no dia.
Estou faminto de teu riso reslavado,
de tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas
quero comer tua pele como uma intacta amêndoa.
Quero comer o raio queimado em tua beleza,
o nariz soberano do arrogante rosto,
quero comer a sombra fugáz de tuas pestanas
e faminto venho e vou olfateando o crepúsculo
buscado-te, buscando teu coração ardente
como um puma na solidão de Quitratúe.
(Pablo Neruda. Cem sonetos de amor)
e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado,
não me assusta o pão, a aurora me desequilibra
busco o som liquido de teus pés no dia.
Estou faminto de teu riso reslavado,
de tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas
quero comer tua pele como uma intacta amêndoa.
Quero comer o raio queimado em tua beleza,
o nariz soberano do arrogante rosto,
quero comer a sombra fugáz de tuas pestanas
e faminto venho e vou olfateando o crepúsculo
buscado-te, buscando teu coração ardente
como um puma na solidão de Quitratúe.
(Pablo Neruda. Cem sonetos de amor)
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
AUSÊNCIA
Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguem
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
(Vinícius de Moraes)
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguem
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
(Vinícius de Moraes)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
CABOCA BUNITA
Quando tu passa nus mato, meu bem
Cantando pulos caminho
Vai seguindo atrás de ti, meu bem
Um bando di passarinho
Ai, caboca bunita
Mi da um beijinho!
Quando tu inda vem de longe, meu bem
Eu já di longe adivinho
Eu sinto istremecê, meu bem
As corda desse meu pinho
Ai, caboca facera
Mi dá um beijinho!
Quando tu samba nus samba, meu bem
Parece um beija-frozinho
Qui avoa di frô in frô, meu bem
Cumo a percura di um ninho
Ai, caboca dengosa
Mi dá um beijinho!
(Catulo da Paixão Cearense, 1863-1946, "Meu Sertão", Livraria Castilho, RJ, 1920)
Cantando pulos caminho
Vai seguindo atrás de ti, meu bem
Um bando di passarinho
Ai, caboca bunita
Mi da um beijinho!
Quando tu inda vem de longe, meu bem
Eu já di longe adivinho
Eu sinto istremecê, meu bem
As corda desse meu pinho
Ai, caboca facera
Mi dá um beijinho!
Quando tu samba nus samba, meu bem
Parece um beija-frozinho
Qui avoa di frô in frô, meu bem
Cumo a percura di um ninho
Ai, caboca dengosa
Mi dá um beijinho!
(Catulo da Paixão Cearense, 1863-1946, "Meu Sertão", Livraria Castilho, RJ, 1920)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
ANTES
Antes
que hoje
deixe
de ser
quero
te dizer
que
mesmo
sem te ver
Te vejo
serena,
serenata
bela
como
a lua
cheia
de
alegria
de
encanto
e
magia.
Hoje é:
feliz
hoje é:
aniversário!!
que hoje
deixe
de ser
quero
te dizer
que
mesmo
sem te ver
Te vejo
serena,
serenata
bela
como
a lua
cheia
de
alegria
de
encanto
e
magia.
Hoje é:
feliz
hoje é:
aniversário!!
(darcy msilva)[direitos autorais reservados a autora]
quinta-feira, 24 de julho de 2008
AMOR
"Querer-se livre é também querer livres os outros." Simone de Beauvoir
"Se um dia você for embora
Não pense em mim
Que eu não te quero meu
Eu te quero seu [...]" Danilo Caymmi e Ana Terra
"Se um dia você for embora
Não pense em mim
Que eu não te quero meu
Eu te quero seu [...]" Danilo Caymmi e Ana Terra
domingo, 6 de julho de 2008
GARÇA
A palavra garça em meu perceber é bela.
Não seja só pela elegância da ave.
Há também a beleza letral.
O corpo sônico da palavra
E o corpo níveo da ave
Se comungam.
Não sei se posso por tantã dizendo isso.
Olhando a garça-ave a palavra garça
Sofro uma espécie de encantamento poético.
Manoel de Barros (Poemas Rupestres, 2004)
SONATA AO LUAR
Sombra Boa não tinha e-mail.
Escreveu um bilhete:
Maria me espera debaixo do ingazeiro
quando a lua tiver arta.
Amarrou o bilhete no pescoço do cachorroe atiçou:
Vai, Ramela, passa!
Ramela alcançou a cozinha num átimo.
Maria leu e sorriu.
Quando a lua ficou arta Maria estava.
E o amor se fez
Sob um luar sem defeito de Abril.
Manoel de Barros. (Poemas Rupestres, 2004)
Escreveu um bilhete:
Maria me espera debaixo do ingazeiro
quando a lua tiver arta.
Amarrou o bilhete no pescoço do cachorroe atiçou:
Vai, Ramela, passa!
Ramela alcançou a cozinha num átimo.
Maria leu e sorriu.
Quando a lua ficou arta Maria estava.
E o amor se fez
Sob um luar sem defeito de Abril.
Manoel de Barros. (Poemas Rupestres, 2004)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
VANDALISMO
Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...
E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
(Augusto dos Anjos)
Bateu no meu peito uma saudade de você
Nunca mais
te vi.
Nunca mais
te encontrei.
Como saber
de ti
Se o silêncio
se instalou
No ar,
No mar,
Na música
que era sempre
o assunto do dia.
O que fazes
hoje,
O que fizeste
ontem,
O que farás
amanhã
ainda me importa
saber.
Hoje lendo
e vendo coisas,
Bateu
no meu peito
Uma saudade
te vi.
Nunca mais
te encontrei.
Como saber
de ti
Se o silêncio
se instalou
No ar,
No mar,
Na música
que era sempre
o assunto do dia.
O que fazes
hoje,
O que fizeste
ontem,
O que farás
amanhã
ainda me importa
saber.
Hoje lendo
e vendo coisas,
Bateu
no meu peito
Uma saudade
de você.
(darcy msilva)
[direitos autorais reservados a autora]
(darcy msilva)
[direitos autorais reservados a autora]
domingo, 4 de maio de 2008
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte
- será arte?
(Ferreira Gullar)
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte
- será arte?
(Ferreira Gullar)
PS. esta figura foi encontrado no blog Músicaamiga neste endereço: http://musicamiga.blogspot.com/search/label/Ferreira%20Gullar
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
(Ferreira Gullar)
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
(Ferreira Gullar)
domingo, 9 de março de 2008
Marina de la Riva
Hoje eu tive o prazer de conhecer a Marina de la Riva.
É uma cantora que vale a pena ouvir.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
O QUE ANDO FAZENDO?
Vadiando pela vida
por onde não andas
e lendo coisas das quais não faço parte
O meu anjo da guarda esta na cama
sou menina sozinha feito andorinha
Tenho saudades de ti
fico pensando horas a fio
- em momento de nostalgia -
lembrando das madrugadas
das noites no sofá da sala
- boas noites, boas madrugadas -
Das tantas vezes que te pedi para casar comigo
Das tantas vezes que jurei que ia embora
se não te casasses comigo
Das tantas vezes que disseste não
e quando vieste me buscar
me atrapalhei tanto, que estraguei tudo
Mas enfim me dizes
são coisas da vida
são coisas do amor
Eu te digo: te amo (ponto)
Sempre e para sempre
Precisas ir. E outra vez, até outro dia
Mesmo te trazendo sempre comigo
estarás sempre indo
Vai
Vou sempre te deixar ir
(ah! como se eu pudesse te impedir!)
(darcy msilva)
[direitos autorais reservados a autora]
por onde não andas
e lendo coisas das quais não faço parte
O meu anjo da guarda esta na cama
sou menina sozinha feito andorinha
Tenho saudades de ti
fico pensando horas a fio
- em momento de nostalgia -
lembrando das madrugadas
das noites no sofá da sala
- boas noites, boas madrugadas -
Das tantas vezes que te pedi para casar comigo
Das tantas vezes que jurei que ia embora
se não te casasses comigo
Das tantas vezes que disseste não
e quando vieste me buscar
me atrapalhei tanto, que estraguei tudo
Mas enfim me dizes
são coisas da vida
são coisas do amor
Eu te digo: te amo (ponto)
Sempre e para sempre
Precisas ir. E outra vez, até outro dia
Mesmo te trazendo sempre comigo
estarás sempre indo
Vai
Vou sempre te deixar ir
(ah! como se eu pudesse te impedir!)
(darcy msilva)
[direitos autorais reservados a autora]
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